Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO), da Universidade do Porto.

A ANCG é membro efectivo da Federação das Associações Nacionais dos Caçadores de Galinholas do Paleártico Ocidental (FANBPO; https://www.fanbpo.org/), que reúne associações e clubes de caçadores de países como Espanha, França, Itália, Suíça, República da Irlanda e País de Gales.

Desde o período venatório 2009/2010 que os associados da ANCG e outros caçadores colaboradores, recolhem dados das suas jornadas de caça à galinhola em Portugal Continental, que são objecto de análise. Anualmente são produzidos relatórios, disponíveis em http://www.galinhola.pt/?pagina=ancg.

Na Figura 1 é apresentada a variação da proporção das jornadas de caça à galinhola de acordo com o número de caçadores participantes, ao longo dos últimos onze períodos venatórios. É possível constatar que, na generalidade dos casos, a maioria das jornadas é efectuada por um caçador a caçar sozinho (variou entre 44,8 e 69%), seguindo-se as jornadas efectuadas por dois caçadores a caçar em conjunto (variou entre 25,9 e 47,4%).

Figura 1. Variação da proporção (%) das jornadas de caça à galinhola (Scolopax rusticola) de acordo com o número de caçadores participantes, ao longo dos últimos onze períodos venatórios. n = número de jornadas analisadas.

"> Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO), da Universidade do Porto.

A ANCG é membro efectivo da Federação das Associações Nacionais dos Caçadores de Galinholas do Paleártico Ocidental (FANBPO; https://www.fanbpo.org/), que reúne associações e clubes de caçadores de países como Espanha, França, Itália, Suíça, República da Irlanda e País de Gales.

Desde o período venatório 2009/2010 que os associados da ANCG e outros caçadores colaboradores, recolhem dados das suas jornadas de caça à galinhola em Portugal Continental, que são objecto de análise. Anualmente são produzidos relatórios, disponíveis em http://www.galinhola.pt/?pagina=ancg.

Na Figura 1 é apresentada a variação da proporção das jornadas de caça à galinhola de acordo com o número de caçadores participantes, ao longo dos últimos onze períodos venatórios. É possível constatar que, na generalidade dos casos, a maioria das jornadas é efectuada por um caçador a caçar sozinho (variou entre 44,8 e 69%), seguindo-se as jornadas efectuadas por dois caçadores a caçar em conjunto (variou entre 25,9 e 47,4%).

Figura 1. Variação da proporção (%) das jornadas de caça à galinhola (Scolopax rusticola) de acordo com o número de caçadores participantes, ao longo dos últimos onze períodos venatórios. n = número de jornadas analisadas.

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Carta enviada ao Sr. Ministro do Ambiente e da Ação Climática

2020-05-15 15:22:41

Face à actual proibição da prática cinegética durante o Estado de Calamidade, a Associação Nacional de Caçadores de Galinholas (ANCG) tomou a iniciativa de enviar um e-mail ao senhor Ministro do Ambiente e da Ação Climática, Eng.º João Pedro Matos Fernandes no sentido de pressionar para a abertura da actividade cinegética.  

Esse e-mail seguiu acompanhado de um documento elaborado pela Comissão Científica da ANCG a fundamentar a existência de totais condições para se praticar a caça à galinhola na próxima época tendo em consideração o distanciamento social necessário ao controlo do COVID-19. Documento esse elaborado com dados recolhidos pelos caçadores de galinholas durante a ultima década, demonstrando assim a importância da recolha de dados sobre as jornadas de caça.

___________________________________________________________________________________________________________________________

(CARTA)

ANCG – Associação Nacional de Caçadores de Galinholas

Exmo. Senhor Ministro do Ambiente e da Ação Climática
Eng.º João Pedro Matos Fernandes,

Afife, 13 de maio 2020

Exmo. Sr.,

Com o fim do Estado de Emergência e a declaração do Estado de Calamidade, foi definido pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 33-A/2020 uma exaustiva descrição de actividades autorizadas, entre elas a prática desportiva individual ao ar livre e pesca de lazer. Verificamos que não está prevista a prática venatória.

Assim, a Associação Nacional de Caçadores de Galinholas (ANCG) vem solicitar a autorização de todas as actividades venatórias passiveis de serem praticadas individualmente. Solicitamos em particular a abertura dos campos de treino de caça, permitindo a manutenção da condição física dos cães, proporcionando-lhes assim as exigidas condições de Bem-estar Animal, que tão necessárias são ao fim de dois meses de confinamento cumprido pelos seus proprietários.

Relativamente à próxima época venatória, a ANCG entende haver totais condições para a prática da caça da galinhola (Scolopax rusticola), uma vez que a forma como esta modalidade de caça é praticada é naturalmente compatível com o distanciamento social necessário ao controlo da COVID-19. Esta compatibilidade pode ser confirmada através dos dados recolhidos pela ANCG ao longo de mais de uma década: a média do número de caçadores por jornada de caça é inferior a dois caçadores (1,5; variação entre 1,4 e 1,8 ao longo de 11 períodos venatórios), correspondente a uma percentagem média de jornadas com um ou dois caçadores de 90,2% (variação entre 81% e 94%), conforme pode ser comprovado pelos dados do documento em anexo elaborado pela Comissão Científica da ANCG.

Após o exposto, sendo a caça uma actividade de ar livre realizada em meio rural, não se justifica esta descriminação em relação a outras actividades praticadas no mesmo contexto. É nosso entendimento, devidamente fundamentado, que não existe nenhuma razão técnica nem de saúde pública para  a sua não inclusão como actividade a poder ser praticada no imediato.

Solicitamos assim análise e revisão da não inclusão da actividade venatória como prática autorizada.

Com os melhores cumprimentos,

André Verde

Presidente da Direção

________________________________________________________________________________________________________________________________

(DOCUMENTO ANEXO)

ANCG – Associação Nacional de Caçadores de Galinholas

A Associação Nacional de Caçadores de Galinholas (ANCG) foi fundada em 2003, mas a sua actividade iniciou-se em 2009. À semelhança de outras associações de caçadores de galinholas de vários países europeus (como o "Club National des Bécassiers", em França, e o "Club de Cazadores de Bécada", em Espanha), a ANCG pretende contribuir para a recolha regular de dados sobre a galinhola em Portugal, de forma a aumentar o conhecimento sobre as suas populações. Para tal conta com a colaboração do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO), da Universidade do Porto.

A ANCG é membro efectivo da Federação das Associações Nacionais dos Caçadores de Galinholas do Paleártico Ocidental (FANBPO; https://www.fanbpo.org/), que reúne associações e clubes de caçadores de países como Espanha, França, Itália, Suíça, República da Irlanda e País de Gales.

Desde o período venatório 2009/2010 que os associados da ANCG e outros caçadores colaboradores, recolhem dados das suas jornadas de caça à galinhola em Portugal Continental, que são objecto de análise. Anualmente são produzidos relatórios, disponíveis em http://www.galinhola.pt/?pagina=ancg.

Na Figura 1 é apresentada a variação da proporção das jornadas de caça à galinhola de acordo com o número de caçadores participantes, ao longo dos últimos onze períodos venatórios. É possível constatar que, na generalidade dos casos, a maioria das jornadas é efectuada por um caçador a caçar sozinho (variou entre 44,8 e 69%), seguindo-se as jornadas efectuadas por dois caçadores a caçar em conjunto (variou entre 25,9 e 47,4%).

Figura 1. Variação da proporção (%) das jornadas de caça à galinhola (Scolopax rusticola) de acordo com o número de caçadores participantes, ao longo dos últimos onze períodos venatórios. n = número de jornadas analisadas.

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